terça-feira, 8 de novembro de 2011


MESMO ASSIM

As pessoas são irracionais, ilógicas e egocêntricas.
Ame-as MESMO ASSIM. 

Se você tem sucesso em suas realizações,
ganhará falsos amigos e verdadeiros inimigos.
Tenha sucesso MESMO ASSIM. 

O bem que você faz será esquecido amanhã.
Faça o bem MESMO ASSIM. 

A honestidade e a franqueza o tornam vulnerável.
Seja honesto MESMO ASSIM. 

Aquilo que você levou anos para construir,
pode ser destruído de um dia para o outro.
Construa MESMO ASSIM. 

Os pobres têm verdadeiramente necessidade de ajuda,
mas alguns deles podem atacá-lo se você os ajudar.
Ajude-os MESMO ASSIM. 

Se você der ao mundo e aos outros o melhor de si mesmo,
você corre o risco de se machucar.
Dê o que você tem de melhor MESMO ASSIM.

Madre Teresa de Calcutá

sábado, 29 de outubro de 2011


impossível

Queremos o impossível às vezes, mas sempre imaginamos ter o impossível em nossas mãos.
Queremos pessoas em nosso lado que o impossível não nos deixa ter.
Queremos momentos que o impossível não nos deixa sentir.
Queremos o carinho que o impossível não nos deixa dar.
Queremos ter o impossível...
Deixar o tempo passar é difícil, pensamentos corroem nosso interior fazendo criar imagens de felicidade com o impossível.
O tempo nos torna vulneráveis, carentes, nos torna pessoas que só pensam no futuro sem viver o presente.
E eu sei que se eu tocar, beijar te sentir o impossível o improvável se torna presente e que o futuro criaremos com ele.
Mas o tempo existe com uma bela virtude que é a paciência posso fazer que o impossível se torne presente.
Conformado com o impossível eu sou, mas não custa nada acreditar que o impossível possa acontecer...

domingo, 2 de outubro de 2011







Parei as águas do meu sonho
para teu rosto se mirar.
Mas só a sombra dos meus olhos
ficou por cima, a procurar...
Os pássaros da madrugada
não têm coragem de cantar,
vendo o meu sonho interminável
e a esperança do meu olhar.
Procurei-te em vão pela terra,
perto do céu, por sobre o mar.
Se não chegas nem pelo sonho,
por que insisto em te imaginar?
Quando vierem fechar meus olhos,
talvez não se deixem fechar.
Talvez pensem que o tempo volta,
e que vens, se o tempo voltar.



   


                                                                     Cecília Meireles

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

“Eu estava triste por não ter um par de sapatos. Até que, ao virar uma rua, vi um homem sorridente... que não tinha pés.” 

Vivemos em uma sociedade totalmente alienada, onde estamos nos tornando a cada dia mais indiferentes ao sofrimento do próximo.

Estamos tão acostumados com a violência e a miséria que diminuimos a capacidade de percepção diante do sofrimento do outro. Como se ele não existisse para nós, pois não focamos a atenção,(estamos sempre envoltos em nosso próprio mundo), fazendo com que a mente selecione o que perceber e exclua aquilo que não faz parte do nosso mundo intocável!

É preciso repensar nossa postura diante do outro, pois estamos lidando com seres humanos!

Muitas vezes essa falta de percepção começa nas nossas relações diárias, família, amigos. Passamos desapercebidos diante de uma lágrima, uma angustia!

Precisamos ser mais solidários e não aceitar essa sociedade indiferente e banalista em que vivemos!

Praticando O AMOR!

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

“(…) Estou me enganando, preciso voltar. Não sinto loucura no desejo de morder estrelas, mas ainda existe a terra. É porque a primeira verdade está na terra e no corpo. Se o brilho da estrela dói em mim, se é possível essa comunicação distante, é que alguma coisa quase semelhante a uma estrela tremula dentro de mim. Eis-me de volta ao corpo. Voltar ao meu corpo. Quando me surpreendo ao fundo do espelho assusto-me. Mal posso acreditar que tenho limites, que sou recortada e definida. Sinto-me espalhada no ar, pensando dentro das criaturas, vivendo nas coisas além de mim mesma. Quando me surpreendo ao espelho não me assusto porque me ache feia ou bonita. É que me descubro de outra qualidade. Depois de não me ver há muito quase esqueço que sou humana, esqueço meu passado e sou com a mesma libertação de fim e de consciência quanto uma coisa apenas viva. (…)”

terça-feira, 14 de junho de 2011

Humana oração


Deus – que todos sabem, excede em sabedoria o pensamento de qualquer homem – fez de mim homem pequeno. E mais ainda, pequeno entre os pequenos. De tudo que acontece neste mundo, vejo que em quase nada nele possuo par. Se alguém me aponta algo e diz, e tu, o que achas, me escandalizo e em cólera apenas posso retorquir, que sei eu deste mundo a ponto de me aventurar com a possibilidade de dizer algo sobre ele?

Não penso muito nas pequenas coisas e menos ainda nos grandes milagres que por ora estão cá neste mundo. Penso às vezes nas grandes frustrações, nas limitações que, por natureza, estão presentes em mim e às vezes me conformo ou então simplesmente me debato com o aquilo do qual não sou dotado de entendimento. Sou pequeno, sou limitado e afinal, quem quis que as coisas fossem assim?

Deus, onde estás nesta hora em que me afligem as angustias que me comem o juízo? Dizem que tu, para morares em todo lugar e amar a todos em igual maneira, dividiu-se em pequenos pedaços, porque és enorme e é dessa grandeza de que agora depende o meu espírito – porque embora limitado e frágil como um vaso de barro, tenho um espírito e este é imortal. Deus, que nestas horas vela por mim, que sabes da queda de cada fio de cabelo meu, ampara-me, me mantém atado, untado e firma à tua vontade. Mas eis que brota em mim a condição humana e esta vontade insaciável do Ser tornar-se não-Ser e já não tenho a mesma força de antes. Agora que o pensamento domina a matéria de que sou formado, infundindo em cada fibra da existência o gérmen do medo, volvo ao alto os olhos em busca de auxílio. Deus, tu que és capaz de cuidar das grandes coisas, volta também teus olhos aos pequenos homens!